Este espaço foi criado para compartilhar de "causos" que ocorreram no passado e fazem parte do folclore do meio automotivo.
Tenta também resgatar um pouco da história da Indústria Automobilistica.
Participe enviando sua colaboração, comentário ou dúvida para causosdaautomobilistica@gmail.com
Infelizmente, o que se esperava de resultado concreto do encontro COP15 acabou sendo um "sonho".
Com o Obama com a popularidade abaixo dos 50% em casa, no país da liberdade, da democracia e dos maiores carros do planeta, ele acabou se limitando a um:
"Yes we can, but not yet".
Vamos ver alguns números da produção de carros híbridos, ecológicamente corretos produzidos lá neste ano:
November 2009
YTD
Ford Fusion Hybrid
1,304
13,998
Mercury Milan Hybrid
97
1,338
Toyota Prius
9,617
127,907
Toyota Camry Hybrid
1,465
21,374
Lexus GS 450h
37
415
Lexus HS 250h
1,407
4,719
Lexus LS 600h
15
243
Honda Civic Hybrid
243
14,648
Honda Insight
1,403
18,933
Nissan Altima Hybrid
503
8,515
Saturn Aura Hybrid
29
368
Chevrolet Malibu Hybrid
212
4,030
216.488 veículos produzidos em 2009 até Novembro.
Nada mau.
Mas a produção total deve ficar em torno de 5.123.000 veículos em 2009.
Menos que 4,3% do total foram híbridos.
Já no Brasil, até Outubro 2009 foram produzidos mais de 2.127.740 de automóveis.
Se a gente considerar que só 50% fossem da versão FLEX, já seriam "apenas" 4,9 vezes mais carros ecológicos a mais que os produzidos nos EUA.
Isso considerando 50% da produção para dar alguma chance à consciência ambiental do govêrno americano.
A realidade: a produção de modêlos FLEX até Outubro de 2009 (segundo a ANFAVEA) foi de "meros" 2,079.964.
98% da produção brasileira de automóveis.
Refazendo a conta,
Em 2009, até Outubro, produzimos 9,6 vezes mais carros FLEX que os híbridos produzidos nos EUA.
Quase um Brasil 10 x USA 1.
Sim, nós pudemos.
O nosso Pró-Alcool começou em 1975.
Sim, nós podemos e vocês também podem.
Sim, nós até podemos ensinar uma forma melhor de fazer Etanol
Feliz Natal Obama com um prêmio Nobel da Paz e um fracasso quase completo na COP15.
Hoje eu vi um post da jornalista Cláudia Trevisan no site do Estadão.
Ele dá uma visão sobre a questão ambiental e carros que eu concordo.
E me preocupo.
Mantida as proporções, convencer certos cidadãos americanos a deixar de usar carros grandes pode ser tão difícil como convencer aos mulçumanos radicais a permitir que suas filhas e esposas deixem de usar a burca.
Segue abaixo a transcrição da matéria.
Depois está o link do post "Quem pode, pode?" de 26 de Abril de 2008 para quem não viu ter uma noção da dificuldade que vai ser mudar o comportamento ambiental dos americanos.
por Cláudia Trevisan, Seção: Meio ambiente 00:44:14.
A integração de milhões de chineses e indianos à economia global e a ameaça da mudança climática deixam claro que o mundo não cabe mais no sonho americano do consumo desenfreado, dos carrões e do desperdício.
A China se transformou no patinho feio da questão ambiental, com o maior volume de emissões de gases que provocam o efeito estufa, mas os Estados Unidos continuam a ser o maior poluidor quando se considera as emissões per capita de seus habitantes.
Cada norte-americano polui quatro vezes mais que um chinês e o dobro de um europeu.
O sonho americano funcionava em um mundo de poucos, no qual o 1,3 bilhão de chineses e o 1,1 bilhão de indianos estavam virtualmente ausentes do mercado de consumo global, em razão da pobreza em que viviam.
Quando essa massa que representa 40% da humanidade começa a comprar carros, viajar de avião e produzir a enorme quantidade de lixo associada ao modelo industrial ocidental, fica claro que o mundo terá que inventar outro sonho, muito mais frugal que o americano.
Se a China tivesse a mesma proporção de carros por habitante existente hoje nos Estados Unidos, o país teria mais carros do que os que circulam hoje em todo o planeta.
E esse novo sonho terá que ser sonhado também pelos norte-americanos, que até agora se recusaram a assumir qualquer compromisso internacional que limite as suas emissões de gases, que representam cerca de 20% do total.
Não é moralmente justificável exigir que os emergentes chineses e indianos adiem suas aspirações de consumo para que os americanos possam continuar a comprar enormes SUVs.
Claro que a China também tem enorme responsabilidade na questão do aquecimento global, principalmente em razão de sua grande dependência do carvão para produção de energia.
Mais poluente entre os combustíveis fósseis, ele reponde por 70% da matriz energética do país.
Mas até agora, os líderes chineses mostraram mais disposição para enfrentar o problema do que os norte-americanos.
A Conferência do Clima que começa hoje em Copenhague traz o desafio de países ricos e pobres chegarem a um acordo sobre as responsabilidades de cada um no combate do aquecimento global.
O painel das Nações Unidas que estudou o problema concluiu que os países desenvolvidos precisarão reduzir suas emissões entre 25% e 40% até 2020 em relação ao patamar existente em 1990.
A proposta dos Estados Unidos prevê um corte de 17% sobre o nível de 2005, o que equivale a uma diminuição de 4,8% na comparação com 1990.
Isso representa menos de um quinto do menor patamar de corte considerado necessário pelo painel das Nações Unidas.
Para quem não fez nada até agora é muito pouco, não?
Esta foi a troca de correia de alternador "mais rápida do Oeste" que você já viu, certo?
Por ter uma mecânica simples, o Fusca era tudo que o MacGyver sonhava. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Magaiver)
Um pedaço de arame, a lixa de uma caixa de fósforo para limpar o platinado, uma fita K7 era suficiente para colocar o bixinho funcionando novamente...
Lembrar que na época de ouro do Fusca (dos anos 60 até o final dos 80), nem se sonhava com telefones celulares e raríssimas estradas tinham serviço de atendimento ao usuário.
Haviam duas opções para você sair da enrascada de estar com o carro quebrado na estrada:
Caía nas mãos do guincheiro "bem intensionado" que te oferecia reboque até o "mecânico bacaninha conhecido" que ficava na cidadezinha mais próxima.
Lá, se você não tivesse noção de mecânica de automóveis, ficava arriscado a trocar o alternador, a bateria e as velas de ignição se o limpador de parabrisa estivesse com problema.
Ou então, você andava com um kit básico de reparos no carro.
A correia era obrigatória. No velocimetro espartano (acima) existiam 3 luzes que te davam uma boa noção do que estava acontacendo.
Verde: Indicador de luz de seta direcional. Piscava quando a seta estivesse ligada.
Se picasse mais rápido que o normal, uma das lampadas estava queimada.
Vermelha: Pressão de óleo.
Simples e sincera.
Se ligava a chave, ela acendia.
Depois da partida, se tivesse óleo suficiente e se a bomba de óleo estivesse OK, ela apagava.
Se acendesse com o motor em funcionamento?
Você tinha que parar imediatamente, pois uma boa parcela da refrigeração do motor, além do ar, era feito pelo óleo lubrificante.
Azul: alternador.
Motor parado, luz acesa.
Se depois da partida continuasse acesa, o alternador podia não estar carregando a bateria nem o sistema de ignição ou a correia podia estar quebrada.
Se ficasse piscante, podia ser correia com folga excessiva ou gasta.
No caso do Fusca, a correia também aciona a ventoinha que força o ar circular no motor para a sua refrigeração.
Nos carros atuais, refrigerados à agua, a correia aciona a bomba d'água.
Se você insistir em continuar andando com o carro sem bomba funcionando, o risco de superaquecer o motor e ele vir a fundir é muito alto.
Vocês até agora não entenderem a utilidade da fita K7 para consertar um Fusca? Bom.
Muuuito tempo atrás, eu tinha que ir para o Campo de Provas da Ford em Tatuí e como haviam muitos programas de Engenharia acontecendo ao mesmo tempo e muita gente requisitava carros da frota para se deslocar para lá.
Quando eu fui solicitar um carro, só tinha disponível uma Kombi.
Em plena Rodovia Castelo Branco, o pedal do acelerador foi até o assoalho e a rotação do motor foi para marcha lenta.
Por muita sorte, eu estava numa faixa próxima ao acostamento e conseguir parar com segurança fora da pista.
Como eu disse que isto aconteceu a muuuuuito tempo, desnecessário dizer que os telefones celulares não existiam.
Quando abri a tampa traseira, deu para ver que o cabo do acelerador estava partido bem no terminal de acionamento dos carburadores (eram dois).
Não tinha nenhuma ferramenta, nem o canivete "atômico" do McGyver e nem um pedaço de arame.
Dei uma olhada no mato ao lado do acostamento e vi uma fita K7 velha.
Puxei toda a alavanca de acionamento dos carburadores para a posição de aceleração máxima, "no olho" avaliei a distância entre a carcaça da ventoinha, quebrei a carcaça da fita e travei o sistema nesta posição.
Engatei a primeira marcha, dei a partida no motor.
A Kombosa rebolou, chacoalhou e ao poucos pegou velocidade.
Dava uma desligada rápida na chave, passava a marcha, religava a ignição, o motor pegava no "tranco" e assim deu para seguir viagem.
Mas tinham os pedágios.
Eu chegava na "banguela" com o motor desligado, pagava e pedia desculpas que eu ia fazer de "um pouco de barulho".
Primeira marcha engatada, dava a partida, ela "urrava", pulava e saía bravamente até o próximo pedágio, deixando para trás a menina da cabine do pedágio" sem entender nada.
Quando cheguei no Campo de Provas, o pessoal da oficina reparou a Kombi.
Eu sempre tive uma simpatia muito grande pela Kombi.
Temos que considerar que ela iniciou a ser montada pela BRASMOTOR no Brasil em 1953 e a partir do dia 2 de Setembro de 1957 a ser fabricada pela VW.
56 anos atrás.
Ela é "só" o primeiro Volkswagen fabricado no Brasil, e o que esta há mais tempo em produção.
O Brasil é o único lugar no mundo onde o modelo ainda é produzido.
Teve seus problemas (incêndios devidos a um proximidade do tubo de combustível do alternador que foi corrigido em 2006) mas prestou, presta e vai prestar por mais uns bons anos um importante serviço ao Brasil e sua economia.
É, na maioria dos casos, ela é o veículo comercial de entrada escolhido pelos pequenos empreendedores.
Gerações foram levadas para as escolas pelo "tio" ou pela "tia" da Kombi.
Para não falar de pasteleiros, garapeiros, mascates, vendendores de produtos de limpeza e outros tantos mais.
Um veículo confiável, de manutenção barata e que funciona até com uma fita K7 como acelerador...
Já comentei com vários amigos e familiares o meu sentimento de impotência ao ver o capô do meu carro levantado quando o motor não funciona.
Mantenho os filtros de ar e combustível em dia.
Troco as velas regularmente.
Bateria troco sempre entre 1 e 2 anos.
Se começar a dar problemas, até antes.
Marca "barabantex" de "promoção especial para o doutor" não deixo chegar nem a 2 metros do meu carro.
O meu primeiro carro foi um valente Fuscão 1500, ano 1973.
Ocre Marajó.
Para os menos íntimos era côr de tijolo mesmo. Já veio com um volante "esportivo" de aro de madeira clara.
Na fota acima mostra o interior bem espartano e o volante original, em baquelite preto.
A maioria dos volantes dos veículos da época eram feitos com uma aro metálico revestido por este plástico duro e bem liso.
Era comum se ter uma flanela à mão para limpar o suor das mãos do volante para as mãos não escorregarem.
Eu estava no 2° ano da Faculdade de Engenharia e tinha começado a dar aulas pelo SENAI.
Era aula que eu tinha no início da manhã, aula que dava no início da tarde, voltava para a FEI para ter aula no final da tarde e seguia para outro local dentro de São Bernardo para dar aula durante a noite.
Para me ajudar, a minha mãe convenceu o meu pai a me dar o Fuscão para que essa maratona diária pudesse ser feita.
Fomos até a loja, quilometragem baixa,aparência boa, motor funcionando, pagamos e saímos.
A primeira providência foi ir até um posto de gasolina para encher o tanque.
Mais um presentinho da minha mãe.
Quando estavamos saindo do posto, vieram correndo avisar que estava vazando gasolina.
E muita.
Por sorte, bem perto tinha uma oficina.
O problema foi identificado de imediato.
O Fuscão nunca tinha visto tanta gasolina no tanque de uma vez só e tinha alguns furos feitos pela corrosão em regiões que não eram regularmente cobertos pelo combustível.
O tanque foi trocado rápidamente. Para quem nunca viu um Fusca desta época, na foto acima dá para ver o tanque (cinza), o bocal de abastecimento com a tampa e o medidor de nível de combustível do tanque (no centro).
O medidor era mecânico e a bóia era ligada por um cabo de aço diretamente ao indicador no painel.
Se você estivesse rodando num piso irregular, tinha que fazer uma "média" da posição do ponteirinho do indicador para estimar quanto combustível ainda tinha no tanque.
O "bichinho" ficava alucinado e oscilava mais rápido do que o limpador do parabrisa em dia de temporal.
Ou aguardar para fazer a leitura quando estivesse em um terreno mais regular ou esperar quando parasse no sinal.
A mecânica era extramamente simples.
Peças se achava muito fácilmente.
Tinha até uma piada na época que você ia na padaria, comprava um litro de leite, alguns pães e o caixa perguntava:
Estou sem troco, você aceita 3 chicletes ou jogo de velas para Fusca?
Parecia brincadeira mas um tanque novo apareceu em instantes.
A mecânica era extramamente simples. Quatro cilindros dispostos em "boxer" (contrapostos, dois de cada lado).
Um carburador.
Um distribuidor com um platinado, sistema de avanço de ponto comandado à vácuo.
Uma bobina.
Uma bomba de gasolina.
Quatro velas, uma por cilindro.
Filtro de combustível e filtro de ar.
Ventoinha para refrigerar o motor no anda e para do trânsito.
Alternador.
Bateria.
Que por sinal ficava em baixo do banco traseiro, que facilitava a instalação de uma "chave geral" do sistema elétrico.
Era um parafuso com um manípulo plástico, que a gente tirava para desconectar a bateria do circuito elétrico antes de sair do carro e infernizar a vida de um ladrão iniciante.
Guarda-noturno, faxineiro, costureira e até o ceguinho que pedia esmola na frente da Igreja tinha noção do funcionamento de um Fusca e um "conselho" para resolver o seu problema.
Parece piada mas funcionava.
Motor não vira?
Tá sem bateria.
Motor vira mas não pega?
Você tirava uma vela do motor, deixava ela conectada ao cabo de bateria, encostava a dita cuja em algum lugar que aterra-se a mesma e pedia para alguem dar a partida.
Se tinha faísca, o problema não era elétrico.
Se não tinha faísca, se abria o distribuidor e dava uma olhada no famigerado platinado.
Se estava furado, bom, estava furado e tinha que ser substituído.
Se não estava furado, se verificava a folga e o ponto.
Bom.
Se o problema não era o platinado, surgia o famoso "pano molhado" para colocar em cima da bobina, que por vezes era temperamental, esquentava e não mandava a corrente com a tensão suficiente para gerar uma boa faísca nas velas de ignição.
Bobina fria, tem corrente?
Se tirava a mangueira do combustível da bomba e pedia para alguém dar a partida.
Se saia combustível da bomba, podia ser que a boia do carburador estivesse "encantada".
Uma batiditnhas com o cabo da chave de fenda e podia ser que "desencantasse".
Podia estar engripada, impedindo a passagem da cuba do carburador para os giglês.
Os giglês, que eram parafusos com furos centrais calibrados que participavam do processo de dosagem da quantidade de combustivel que passava para o venturi do carbrador onde o combustível era "atomizado" e depois para o motor.
Ou tome pano molhado na bomba para a pimpolha esfriar e eliminar uma indesejável bolha de vapor de combustível que impedia que a membrana da bomba funcionar corretamente.
Ou atitde extrema: se colocava a boca na mangueira de combustível e se soprava para empurrar o combustível de volta para o tanque para eliminar um provável entupimento da tubulação.
Bateria não carrega?
Correia gasta ou com folga.
Não resolvia, escovas gastas ou os diodos do alternador pifados.
E por aí ia...
Não precisava de nenhum computador para analisar o sistema eletrônico de injeção e gerencimento do motor.
Hoje em dia, para quem não conhece bem o veículo, fica até meio complicado para achar os componentes. Se você for dar uma fuçada no motor do AUDI A3 Turbo Sport acima, aconselho tirar o relógio.
Ou vai ficar com a mão presa ou pode ser que o relógio decida dar um "passeio".
Deu para identificar o que deve ser a bateria, o filtro de ar, dois reservatórios (lavador e expansão), alguns tubos e cabos e????
Existe um motor de 20 válvulas 4 cilindros turbinado embaixo destes isoladores plásticos que tem várias funções: isolar ruído, ajudar a ter uma melhor circulação de ar no cofre do motor e afastar mãos incautas de tentar descobrir se o turbo fica vermelho pelo calor ou de vergonha de ter sido ultrapassado por uma Ferrari momentos antes?
Vocês tem idéia para que servem aquelas vans pretas que sempre acompanham os presidentes
norte-americanos?
Furar bloqueios na estrada?
Pode ser.
Ser usado para para o transporte da comitiva presidencial no caso de quebra de um dos carros?
Muito pouco provável.
Mas se os manifestantes cercarem a comitiva, impedindo a comitiva de prosseguir o seu caminho, colocando em risco a integridade do pessoal?
É bom pensar muito bem na encrenca que eles estão se arriscando a enfrentar.
O "acessório" destas vans é uma Minigun que é uma metralhadora com vários canos de calibre
7,62 mm com uma "modesta" cadência de tiro de mais de 3.000 tiros por minuto.
Os canos estão dispostos em estilo Gatling montados em um conjunto rotativo para dar tempo de
refrigerar os canos entre um tiro e outro.
Se essa refrigeração não ocorrer, a bala é super-aquecida ainda dentro do cano, dilata, engripa,
pára dentro do cano e quando é atingida pela próxima bala...
Resultado: desastre.
O movimento de rotação é feito com o auxílio de uma fonte de energia externa.
É tanto tiro disparado por segundo que no filme o que você escuta é um zumbido, sendo impossível distinguir o som entre um estampido de um tiro e outro.
Até hoje, não vi nenhuma referência que o "acessório" tenha sido utilizado.
Segundo o Jornal Nacional agora a pouco, o "piloto" da Veyron deixou cair o celular e baixou para pega-lo.
Quando o "As no volante" se levantou, se deparou com um pelicano e para evitar o impacto, desviou e perdendo o controle, levou a "cavalaria" de sua Bugatti para saciar a sede no lago.
Que infelizmente era salgado.
Dizer o que?
Dá vontade de chamar o cara de Anta, mas se se deu bem na vida ao ponto de comprar uma Bugatti, deve lá ter seus méritos (e muitos)...
Mas que a estória do celular e do pelicano suícida não cola muito, não cola.
Em todos os casos, foi mais um em que celular e volante não combinam.
E deve render eternos pesadelos ao pelicano.
Nota: este filme foi postado há 3 dias atrás no You Tube e o JN mostrou só hoje.
Para quem ainda ficou com alguma dúvida sobre o confronto entre os os dois modêlos da GM do post anterior, seguem 3 fotos que mostram de maneira definitiva o resultado do testeDestaque para a porta do Bel Air 59 abrindo, o parabrisa saindo do carro e o espaço para o seu motorista sendo reduzido drásticamente.
Antes e depois.
No Malibu 2009 se percebe o motorista permanece sentado na posição de antes do impacto.
O mesmo acontece com o volante de direção e o pilar "A" (primeira coluna de sustentação do teto).
Já o Bel Air...
Cadê o motorista???
Detalhe dos carros com a retirada da porta dianteira.
Conforme a análise dos especialistas, o motorista do Malibu teria uma leve lesão no joelho.
Já o Bel Air 59 "desmanchou".
O cinto de segurança de 2 pontos só teria a primeira lei americana sobre a obrigatoriedade de uso em Janeiro de 1968.
Assim com a falta de cinto de segurança e como a ancoragem do bancos falhou, o banco ajudou a arremessar o condutor para a frente.
Resultado: morte instantânea.
Espero que ajude a convencer quem ainda hoje tem dúvidas em usar cinto de segurança.
Cinto de segurança é que nem paraquedas.
Se você usar, a sua chance de chegar vivo no chão é bem alta.
Mas saltar de um avião sem paraquedas é tentativa de suicídio.
Como você não tem como prever que um doido irresponsável avance um sinal vermelho e você bata contra a sua lateral com violência, não arrisque.
Use o cinto sempre, mesmo que seja para dar uma volta no quarteirão.
Recebi do meu amigo Valtão (GM) esta preciosidade e ajuda a esclarecer de uma forma praticamente definitiva quem ainda tinha dúvidas sobre os avanços da segurança passiva na construção de carros.
Para comemorar os 50 anos do InsuranceInstitute for HighwaySafety, promoveram o "desafio" entre o ChevroletBelAir 1959 contra um Malibu 2009.
Uma verdadeira Justa (disputa entre dois cavaleiros na Idade Média que se enfrentavam indo um de encontro ao outro munidos de uma lança, um escudo, armadura e talvez meio neurônio na cabeça).
O teste foi feito da forma mais devastadora e próxima da realidade das ruas.
Toda energia possível aplicada só em parte da carroceria.
Choque frontal batendo somente metade das frentes dos carros.
Até bem pouco tempo, o mais antigos reclamavam, que a "lataria" dos carros modernos "não valem nada".
"É só dar mais encostadinha e logo amassa".
"As montadoras agora estão ganhando uma fortuna porque diminuiram a espessura das chapas".
"Tive um Buick 48 que quando bateu num carro novo, destruiu a traseira do carro da frente e mau arranhou o meu para choque".
Realmente, essa eram caracteristicas dos primeiros carros.
Tinham poucas oficinas, os modelos eram feitos de forma artesanal e para durar.
Dois carros do mesmo modelo tinham peças que poderiam não dar montagem se passadas de um carro para outro.
As peças tinham que ser ajustadas na linha de montagem.
A Qualidade das peças eram controladas.
Produziam-se as peças e depois de fabricadas é que se verificavam se estavam boas para ir para a linha de produção.
Hoje a Qualidade tem que ser garantida.
Se investe em tecnologia nos processos de produção e controle nos fornecedores.
A peça hoje tem que chegar perfeita na montadora.
Antigamente Qualidade, como diz o nome, era um fator de diferenciação.
Hoje é requisito básico.
Se você não tiver no seu produto, o mercado rejeita.
Colocado isto, dá para se chegar algumas conclusões:
Carro antigamente era uma jóia rara.
Hoje dá para se escolher entre uma grande quantidade de modêlos e marcas para todos os gostos, usos e bolsos.
Antigamente, achar peças era complicado.
Hoje que tiver um Ford T pode achar muita coisa pela Internet, pagar e receber com segurança dias depois.
Aqui cabe um pequeno causo da semana passada.
Um fornecedor meu americano, que compra componentes de uma fábrica no México, fez alguma modificações e me solicitou autorização para iniciar o fornecimento.
Concordei, desde que me enviassem 3 amostras em avançado para eu poder solicitar testes na linha de montagem.
Prevenção e caldo de galinha não fazem mau à ninguém.
As peças foram recolhidas pela FeDex numa Quinta de manhã na fábrica de Queretáro no México, acordaram no Tenessee na Sexta, chegaram Campinas no Sábado, passaram o Domingo passeando entre a central da FeDex de São Paulo para Santo André e acordaram no posto dos Correios dentro da minha fábrica na Segunda, 8:37 da manhã.
A 60 metros da minha mesa.
Nove horas antes do prazo previsto no site da FeDex.
Tente contar isto para o seu avô lá do interior e vai parecer estória de pescador.
Assim, o consumidor antigamente queria que o carro sobrevivesse a uma batida.
Hoje as montadoras e os governos lutam para garantir que VOCÊ sobreviva a uma batida.
Aqui vão algumas dicas para vocês verem, reverem e divulgarem o filme abaixo.
Carro bom, antigamente era o que não deformava.
Pelo menos em batidinha pequenas, até que faz sentido.
Carro bom hoje é aquele que deforma onde é necessário para absorver energia.
E mantém a célula de sobrevivência com a mínima deformação possível para preservar os ocupantes.
Antigamente, porta boa é aquela que tem som de porta geladeira, transmite um som de robustez da construção do carro inteiro.
Hoje porta boa é que, além de ter o som de porta de geladeira ( nínguem vai comprar um carro se quando você fecha a porta ela vai parecer uma cristaleira desabando) é que simplesmente continua fechada, mesmo no caso de uma batida.
Antigamente capô bom era o que tinha o brilho de um espelho.
Hoje ele dobra nos impactos frontais e não pode se soltar de suas fixações.
Caso contrário ele pode se transformar numa mortal guilhotina invadindo o habitáculo.
Antigamente, as colunas entre a carroceria e o teto tinham que ser bonitas e não atrapalharem os retrovisores.
Hoje tem que se manterem em sua posição para garantir que o teto não venha a ferir os ocupantes durante a batida.
Antigamente, parabrisa era para manter os bezouros e a água da chuva do lado de fora, além de proteger do vento e manter o penteado perfeito.
Hoje, além de fazerem tudo que os seus antecessores, são laminados, não desprendem estilhaços e cacos como verdadeiras adagas para dentro do carro, e aguentam firme em sua posição ajudando a manter os ocupantes dentro e estilhaços do carro da frente fora do habitáculo durante a batida.
Não vou nem entrar em detalhes sobre os cintos de segurança de três pontos, dos air-bags, bancos que não se desprendem durante impactos, colunas de direção que entram em colapso, não projetando o volante de direção contra o peito do condutor, materiais de acabamento que não produzem farpas ou estilhaços...
Enfim, temos que lembrar que toda esta evolução foi impelida pelo sofrimento e pela dor das vítimas dos acidentes de trânsito e de seus familiares.
E nunca esquecer que um carro é composto de tecnologia, milhares de quilos de materiais, um motor com muitos cavalos e que chega a mais de 100Km/h com facilidade.
É muita velocidade, responsabilidade e cavalos para a posição atrás do volante ser ocupada por uma besta.
Sou a favor de tolerância zero para crimes de trânsito.
Se tiver vítima fatal e tiver indícios de abuso (velocidade ou alcool), o guarda tem que pegar a carteira de habilitação do meliante e rasgar na hora.
Lugar de besta é no pasto, no zoológico ou no circo.
Abração,
PS. Resultado do teste de impacto?
O motorista do carro 2009, segundo os especialistas, machucucaria, um pouco, o joelho.
Já o motorista do carro 1959...
Acho que não precisa ser um grande especialista para analisar as imagens, mesmo não levando em conta as "dicas" aí de cima.
Se ainda ficar na dúvida, o resultado está no final do filme.
Tenho dirigido em estradas brasileiras, principalmente no Sudeste já alguns anos.
Mas a maioria da minha quilometragem tem sido feita no trajeto entre Santos e São Bernardo, onde eu trabalho.
Ao longo dos anos, acabei criando a classificação de "Leão de Reta" uma certa parcela de (maus) motoristas que compartilham as estradas comigo.
Ele é fácil de reconhecer.
Carros novos, potentes.
Habitam a última faixa da esquerda, por vezes com faróis de Xenon desregulados, cuja a intenção não é só iluminar.
Ferem os olhos dos coitados de estão à frente e intimidando comunicam:
"Chegou o Leão de Reta".
Desnecessário dizer que a seta está ligada invariavelmente para a esquerda.
Depois de muitos anos, adotei uma postura e recomendo para meus filhos e conhecidos que adotem o mesmo.
1) Não tente "rachar" com um besta desta. Quando tiver oportunidade segura dê passagem.
E lógico, a última faixa da direita é para ultrapassagens. Se você já acabou de ultrapassar aquela fila de caminhões, VOCÊ não poderia estar ali a 80 Km/h em uma rodovia que a máxima é de 120Km/h.
E como o nome diz, o Leão de Reta habitam as retas, então se você prestar atenção no retrovisor vai perceber ele se aproximando com antecedência.
Haja com segurança, não seja surpreendido com um Jipão de 4 toneladas a 160 Km/h no seu para choque.
2) Se for a noite, e o animal embutir na sua traseira, não se precipite.
Não vá se enfiar debaixo de uma carreta para agradar o pimpolho.
Não recomendo, ma costumo apagar todas as luzes do carro por um momento.
Quando você religar, o animal levará alguns instantes para saber se você está freando ou só religando as luzes.
Se for de dia, ligue e desligue as lanternas.
Ele pensará que você estará freando e você terá mais alguns segundos para retornar à faixa da direita com segurança.
Bom e porque Leão de Reta???
Porque invariavelmente virão gatinhos nas curvas...
Numa reta você consegue ver o transito à frente, ver a disposição dos carros na pista, se estão rápidos ou lentos, até mesmo parados.
Então o Leão de Reta, sai costurando, intimidando, o dono da estrada.
Numa curva?
Você sabe onde ela começa, e você conhecer muito bem a estrada, onde ela termina.
Você sabe que o asfalto é bem conservado, a drenagem é bem feita, mas...
Não tem como saber se vai achar um caminhão quebrado, um acidente, um animal na pista.
Então de uma hora para outra, toda a "segurança" que o Leão de Retapossuía, e se sobrar algum juízo, vai levantar o pé direito e adotar uma velocidade mais racional.
Desde os meus tempos de Faculdade de Engenharia ( lá se vão mais de 30 anos) eu frequento as famosas "Curvas da Estrada de Santos", imortalizadas por Roberto Carlos. Para quem não conhece, ela foi construída entre 1939 e 1949, ligando São Paulo ao Porto de Santos, constituída de trechos de longas retas no planalto Paulista e na Baixada Santista e com "maravilhosos" 14 quilometros de curvas em sua maioria serpenteando pelas escarpas da Serra do Mar.
Como a altura do alta da Serra é de 900 metros e a baixada fica ao nível do mar, o trecho de Serra da Via Anchieta continua sendo uma das maiores obras de Engenharia do Brasil e do mundo.
A cada quilometro se desce (ou sobe) por volta de 15 metros, o que equivale ao um prédio de 5 andares.
Assim, é muito comum eu subir ou descer a serra vendo Leões de Reta no meu retrovisor colados no meu parachoque traseiro até que...
Chega a curva, que por acaso já conheço, e já estou com a quarta marcha, dependendo a terceira engrenada, faço a tomada na velocidade certa e ao sair da curva dá para perceber um "gatinho" a 40, 50 metros ou mais de distância no meu retrovisor.
A Anchieta tem pouquissimasretas com mais de 300 metros de comprimento, este "balé" se repete até que o trecho de curvas acabe.
Chega no Planalto ou na Baixada, o "gatinho" volta a se transformar em um "Leão" e some.
Em caso de chuva, ou Neblina ou mais comum os dois, alguns Leões acabam achando engavetamentos à sua frente.
Controle da situação é tudo.
Piso molhado, menos aderência, maior espaço requerido para a frenagem, menores velocidades nas curvas.
Regiões de serra já há muitos dias sob chuva, não é nada difícil achar uma árvore caída no meio da pista, ou mesmo um desmoronamento.
Época de safras (açúcar, soja...) maior concentração de caminhões nas estradas.
Observe se você encontrar um Bi-trem (cavalo mecânico com duas carretas), vai achar outros.
E eles podem ter até 30 metros de comprimento e para ultrapassá-lo em uma curva ou numa estradas de duas mãos mesmo em retas tem usar tudo que você tiver de potência do motor do carro.
Em dúvida se vai ultrapassar com segurança, não ultrapasse.
No filme a seguir temos uma curva numa prova de Rally.
Carros especiais , pilotos experimentados e resultados diferentes.
Talvez alguns deles representam os "Leões de Reta" se deparando com a mesma curva.
O legal que a platéia aplaude mais os "Leões" que os pilotos que fazem a curva corretamente.
A minha amiga Selma, num dos raros momentos que a sua filhota deu uma folga, mandou mais alguns exemplos de quando a necessidade, a criatividade e a grana curta se encontram e resultam numa gambiarra.
Lá vão: Um boa sugestão para aquele pessoal que instalam os malditos engates que só servem para detonar com o seu pararachoque... Lavoisier aprendido na escola, aplicado na prática. Nada se cria, tudo se transforma.
Por que gastar uma nota com o som do carro se você tinha um "três em um" de bobeira no sótão? Se o cara aí comprou o importado usado bacaninha e não tem dinheiro nem para comprar palheta do limpador, imagine como devem estar os freios? Sem comentários... A irmã do cara deve estar revirando a casa até agora para achar o espelho de estimação...
O Brasileiro se vangloria de ser um povo criativo e detentor de exclusividade do "jeitinho".
Uma forma de se criar uma alternativa instantânea para consertar o que quer que seja.
As vezes em caráter "definitório".
Ou seja, o "quebra-galho" feito no momento dura até se ter tempo de se fazer o conserto definitivo.
Em tempos de grana curta, o dia deste conserto não chega nunca.
E a "gambiarra" acaba sendo um conserto "definitório".
Como a crise econômica atingiu práticamente todos os países do mundo, o site www.thereifixedit.com ajuda a desfazer a nossa certeza que a brasileiríssima "Gambiarra" é um patrimônio exclusivamente nacional.
Tanto lá como aqui, nos defrontamos sempre a questão de onde gastar o nosso dinheiro:
Manutenção do carro X gastos com a família e com a manutenção da casa.
Da necessidade nasce a criatividade.
Criatividade com pouco dinheiro gera a Gambiarra.
Ou a Ghambiarry lá fora.
Duvidam ?
Nas fotos a seguir tem um "bom" exemplo do que se anda fazendo lá fora.
A tampa de isopor dá um manípulo da alavanca de câmbio que pode servir como mesinha. Isso já é Patch-work... Quando não dá para trocar o parachoque nem colar, eu nunca tinha pensado em costurar... Deve ser de algum descendente do Frankstein...
Vai gostar de ar-condicionado assim lá longe... Pode ser uma lata velha, mas o negócio é dificultar a vida do ladrão. Essa porta vai ficar fechada na marra.
Já que não dava para fazer funcionar um motor com algumas dezenas de cavalos, o cara adotou um único cavalo que não gasta nada de gasolina. Já que não dá para comprar ou acha uma porta de reposição, use uma telha de fibra de vidro. Esta foto deve fazer muita gente da Comissão de Prevenção de Acidentes das Indústrias terem pesadêlos por várias semanas. Só porque ele quer tapar um furinho no tanque de combustível? Remendou, tá quase novo. Não me pergunta o que ele faz para ver o nível do óleo do motor. Como os faróis de Xenon foram proíbidos, novas "lanternas" alternativa. Com um pouco mais de prática, dá até para expor na Bienal de Arte de São Paulo. Para que se preocupar com mangueiras de borracha que ressecam? Reciclagem pura. O Parachoque não amassa, não risca a pintura. Pena que pegue fogo. Pra que esperar a importação da ponta de eixo??? E ainda tem gente que gasta dinheiro com a carreta para transportar a moto. Agora eu quero ver o vidro embaçar... Como fazer um triciclo com motor V8 gastando pouco.
A alavanca de câmbio tem muito estilo, mas não sei o que o cara vai falar se for abordado pela Polícia. Reciclagem 2: Não impede que a gasolina saia mas não deixa que os pássaros entrem. Muito ecológico... Problemas com a fiação da lanterna traseira? Olha a Gambi... Tinha que ser coisa de latino. Up-grade da "viatura" para tapear a mulherada menos atenta. Deu problema no acionamento do teto solar? Ainda bem que eu deixei o guarda-chuva no banco de trás. Não acho que esse cara conseguiu ir muito longe. E o escapamento chega na era da informática...
Faz muito tempo que eu estou devendo ao meu amigo Regis este post. Talvez para a "post"eridade... (trocadilho horrivel)
O Regis é uma daquelas pessoas que tem um sonho e não esmorecem até conseguirem atingi-lo.
Ele tinha o sonho de ter um "brinquedo".
Dos grandes. Do tipo que dá sempre para vários amigos "bricarem" ao mesmo tempo. Dá até para dar uma levantada na adrenalina. O "brinquedinho", no caso um "singelo" caminhão ENGESA EE-25, tem uns detalhes de um veículo militar 6X6 (3 eixos, 6 rodas, todas tracionadas) para enfrentar o que tivesse pela frente. A ENGESA foi a maior indústria bélica brasileira que acabou falindo graças ao seu "cliente" Saddan. Ele mesmo, o Saddan Hussein que deu calote de US$ 200 milhões e inviabilizou a continuidade dos negócios. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Engesa) Mas até o Regis conseguir realizar o seu sonho, teve que ir até São José dos Campos no terreno da antiga ENGESA e pegar o seu EE-25 que estava adormecido, esperando alguém que lhe trouxesse novamente à "vida".
O bichinho estava bastante judiado.
Um caco. Acho que ele se sente como um plastimodelista, mas numa proproção muito maior.
Só quem passou horas e finais de semana se dedicando a restaurar um veículo pode dar valor ao resultado obtido.
Tenho certeza que cada peça tem uma história, uma dose de frustração e a realização de uma pequena batalha vencida.
Enfim, um brinquedo que o Regis fez tudo para merecer.
A tecnologia tem se desenvolvido com tanta rapidez que os fabricantes de celulares fazem mais de uma renovação de modêlos por ano.
O novo, na maioria dos casos, atrai.
Em automóveis, não só a potência, o consumo de combustível, as cores chamativas ou discretas, as linhas arrojadas ou sóbrias compõe os principais atrativos na hora do cliente na hora de tomar a decisão de compra.
Tecnologia embarcada.
Sistemas de segurança ativa, como air-bags, controles de tração e estabilidade, freios ABS, injeção eletrônica.
Todos estes sistemas possuem micro-processadores que monitoram vários sensores e baseado em um programa de computador desenvolvido pelas engenharias nas montadoras e fornecedores de componentes automotivos.
Mudam o comportamento momentaneamente do veículo para favorecer o consumo ou para uma caracteristica mais agressiva para dar mais segurança em uma ultrapassagem.
Em pouquissimas décadas, sistemas de controle que só eram disponíveis em veículos de competição de equipes de ponta, chegaram ao consumidor normal.
A indústria brasileira dará um salto para cumprir a obrigatoriedade de air-bags dianteiros (motorista e passageiros) nos próximos anos.
A tecnologia é existente e só é oferecidas nos modêlos mais completos e caros.
Com maior volume de produção dos componentes, deverá em pouco tempo reduzir o seu custo de fabricação.
Assim, a evolução do sistema aconteceu no passado recente, passa por um novo desenvolvimento para enfrentar com o aumento da concorrência.
Assim será necessário um novo ciclo evolutivo.
Vamos a um pequeno exemplo prático da evolução de componentes eletrônicos, já que se não acontecesse, uma boa parte dos sistemas citados acima não estariam presentes nos nossos veículos.
Junho 2009
Cartão de Memória SD e Pen Drive 512MB S3 = R$ 19,90
Capacidade de Armazenamento: 512MB;
Dimensões: 24 x 32 x 2,1 mm;
Peso: 2,1 gramas (máximo);
Setembro de 1956
Este "brinquedinho " aí em cima, pesando mais de uma tonelada, foi a primeira versão de disco rígido (HD) que a IBM desenvolveu para o seu computador RAMAC 305 ( "Random Access Method of Accounting and Control").
As versões anteriores de computadores IBM utilizavam para arquivar dados unidades de leitura de fitas magnéticas.
Este "bólido" da informática precisava de uma sala de 9 X 15 metros.
Capacidade de armazenamento de dados: 4,4 Megabites por unidade de disco.
Ou seja, se tivessemos parado na evolução da informática, em vez do nosso cartão de memória de R$ 19,90 e 512Mb que levamos nos MP3 players, teriamos que andar por aí com uma pequena frota de caminhões para carregar 116 "HDzinhos" de uma tonelada.
Se a opção for utilizar carretas de 45ton de capacidade de carga seriam necessárias mais de duas.
Detalhe: o custo de manutenção dos dados (os computadores IBM eram alugados) você teria que desembolsar US$ 35.000 dolares por ano por unidade.
Já pensou entrar numa máquina do tempo e retornar até 1956 e falar para os engenheiros da IBM que 53 anos depois, qualquer adolescente utilizaria dispositivos de reprodução de arquivos de música de 2Gb de capacidade de armazenamento, que poderia ser adquirido em quase qualquer loja ?
2Gbites correspondiam em 1956 a aproximadamente 454 unidades de disco de 4,4Mb, pesando 454 toneladas a um custo de US$ 15.890.000 anuais só de taxa de manutenção.
Quase dezesseis milhões de dólares anuais para um adolescente escutar musiquinhas????
E ainda você iria falar que o tocador de músicas + o dispositivo de arquivamento cabia no bolso da camisa???
Você seria mandado para um hospício.
Ou se tornaria um escritor de ficção científica dos mais "alucinados".
Bastaria recorrer à sua "memória do futuro".
Carros que falam ?
Instale um GPS utilizando uma rede de satélites com referência de posicionamento do veículo.
Fazer um roteiro de viagem ?
Ligue o seu computador pessoal, concecte-se a Internet, acesse o Google Earth, pegue as coordenadas do seu destino, insira no seu GPS, engate a primeira marcha e siga as instruções.
Ah.
E ao longo do caminho você será informado sobre hotéis, restaurantes e postos de serviços mais próximos
Quebrou o carro ?
Pegue o seu telefone celular, acione a sua companhia de seguros, peça auxílio e proválvemente o carro de socorro vai chegar junto com um táxi para levar a sua família ao destino.
Vai pegar uma estrada com muitas retas e cheio de radares ?
Programe o seu pilôto automático com a velocidade permitida e o computador de bordo escolhera a aceleração e a marcha necessárias automáticamente.
A pista está escorregadia ?
O seu ABS vai se encarregar de monitorar se uma roda fica bloqueada e automáticamente alivia a pressão de acionamento do freio daquela roda.
Não tenho a mínima idéia de como seja o sentido de Incommunicado do brado escocês.
Não querendo criar um neologismo , mas ele exprime bem as situações em que a falha de comunicação resultam no dia a dia.
Veja o e-mail abaixo que eu recebi nesta semana:
From: XXXXXXXXSent: Monday, June 08, 2009 1:18 PM
To: Neto Francisco, Jose Eduardo (.)Subject: Faca do refeitorio
JENFS, desculpe o mal jeito no refeitorio, eu não estava entendendo bem do que você estava falando, só percebi quando saí do restaurante eu vi uma faca pendurado no meu Celular ( na capa do celular tem Imã ) e a faca estava grudado, aí o Afonso falou do que se tratava.
Sinto muito pelo que aconteceu, foi uma consequencia porque eu tenho uma deficiencia auditiva. Me desculpe.
A nota não faz muito sentido, mas vou explicar a situação em que os fatos ocorreram.
No nosso restaurante tem várias opções de cárdapio, e para cada uma delas tem uma bancada correpondente.
Semelhante as de restaurantes de refeição "por-quilo".
Mas a bancada das sobremesas é única e resulta num certo "congestionamento" de pessoas.
Estava o "bravo infante", eu no caso, se espremendo para pegar a minha sobremesa.
Quando eu peguei a dita cuja, me virei para conseguir sair dali e esbarrei com o meu velho amigo XXXXXXXX.
Pedi desculpas pelo encontrão e ele resmungou não sei o que e foi saindo para outro lado.
Mas por um "passe de mágica", vi a faca que estava na minha bandeja se movimentar em direção ao velho amigo, saltou da bandeja e me abandonou sem pedir licença ou permissão.
A minha primeira impressão foi que a minha faca havia se enganchado pelo serrilhado no colete de lã que o meu velho amigo estava usando.
Peguei outra faca, e me dirigi a mesa que ele estava e tentei avisar que tinha a possibilidade da minha faca fujona ainda estar pendurada nele.
Outra vez, ele me olhou com cara de poucos amigos e falou que tinha gente que não obedecia o lugar na fila e outros impropérios.
Na mesa ao lado, estava outro velho amigo, o Afonso.
Eu expliquei o que havia acontecido, e na saída do restaurante conseguiu avisar o XXXXXXXX que ele estava levando a minha faca fujona para um passeio.
E realmente, a lépida faca estava colada ao imã do estojo do seu celular.
Simples.
Mais um caso de Incomunicação.
Este evento ocorre quando uma parte tem absoluta certeza que conseguiu se comunicar corretamente e a outra parte tem a certeza que aquilo que ele entendeu corresponde a realidade.
Só que um está falando de "pão" e outro entendeu que a gente disse "pedra".
E o equívoco só é descoberto tempos depois.
Pode ter nenhuma conseqüência, se descoberto em pouco tempo.
As vezes, a coisa pode engrossar.
Um mês atrás, bem antes do episódio da faca fujona, fui procurado por um engenheiro de manufatura, famoso pela fama não usar pilhas do aparelho auditivo em dia.
Queria que eu chamasse para um reunião um fornecedor de um componente sob minha responsabilidade. Sem problemas.
Afinal estamos no século XXI, certo ?
Pedi para meu colega pegar um ramal desocupado, ligar para mim e conectei com o fornecedor.
Estava estabelecido a ligação "Three way" ou o enlace de três números de telefone.
O meu amigo desprovido de acuidade auditiva absoluta, expôs a importância de que a reunião ocorrese com urgência.
O fornecedor concordou e confirmou a presença.
Perguntei então: Tudo bem para a reunião n Quarta-feira ?
"Então eu vou desmarcar a reunião já que o fornecedor não pode vir..." Fulano, o fornecedor acabou de dizer que pode vir.
Justamente, vou remarcar a reunião porque ele não pode vir...
Tá bom, deixa que eu "explico" depois para o fornecedor a data correta da reunião..
Uma das maiores qualidades que você tem que desenvolver numa empresa é aprender a tratar gente como gente.
Todos temos virtudes e defeitos.
Se você se prender a criticar os defeitos dos outros, muito dificilmente vai se beneficiar de suas virtudes.
Tem um velho ditado que diz:
"Toda vez que você aponta para alguém, vai existir o seu dedo indicador recriminando esta pessoa.
Olhe com mais atenção e verá três outros dedos da sua mão apontando para você mesmo."
Para se explicar o significado e importância da forma que o cliente é tratado, Sam Walton, fundador do WAL MART, fez o seguinte discurso na abertura de um programa de treinamento para seus funcionários.
" Eu sou o homem que vai a um restaurante, senta-se à mesa e pacientemente espera, enquanto o garçom faz tudo, menos o meu pedido.
Eu sou o homem que vai a uma loja e espera calado, enquanto os vendedores terminam suas conversas particulares.
Eu sou o homem que entra num posto de gasolina e nunca toca a buzina, mas espera pacientemente que o empregado termine a leitura do seu jornal.
Eu sou o homem que, quando entra num estabelecimento comercial, parece estar pedindo um favor, ansiando por um sorriso ou esperando apenas ser notado.
Eu sou o homem que entra num banco e aguarda tranqüilamente que as recepcionistas e os caixas terminem de conversar com seus amigos, e espera.
Eu sou o homem que explica sua desesperada e imediata necessidade de uma peça, mas não reclama pacientemente enquanto os funcionários trocam idéias entre si ou, simplesmente abaixam a cabeça e fingem não me ver.
Você deve estar pensando que sou uma pessoa quieta, paciente, do tipo que nunca cria problemas.
Engana-se.
Sabe quem eu sou???
EU SOU O CLIENTE QUE NUNCA MAIS VOLTA!!!
Divirto-me vendo milhões sendo gastos todos os anos em anúncios de toda ordem, para levar-me de novo à sua firma.
Quando fui lá, pela primeira vez, tudo o que deviam ter feito era apenas a pequena gentileza, tão barata, de me enviar um pouco mais de CORTESIA".
"CLIENTES PODEM DEMITIR TODOS DE UMA EMPRESA, DO ALTO EXECUTIVO PARA BAIXO,
SIMPLESMENTE GASTANDO SEU DINHEIRO EM ALGUM OUTRO LUGAR."
(WAL MART É A MAIOR REDE DE VAREJO DO MUNDO)
-- "A paciência é amarga, mas seu fruto é doce" Jean Jacques Rousseau
Não sei porque mas lembrei de enorme quantidade de gente que trata os clientes internos e externos da forma exemplificada pelo "seu" Walton.
Eu sinceramente tenho a impressão que somos divididos em duas categorias dentro de uma empresa:
Os que tem um trabalho e os que tem um emprego.
O salário dos dois grupos é quase o mesmo.
O que difere é quantidade de suor, sangue e lágrimas que os que tem um trabalho a ser feito despende no desenvolvimento das sua tarefas.
Como compensação recebem: mais trabalho no dia seguinte, dia após dia.
E o direito de a noite encostar a cabeça no travesseiro e dormir o “sono dos justos”.
Por ter feito o melhor possível e feito jus ao salário.
Os que têm emprego, usualmente, fazem perguntas.
Em grande maioria procedente, mas várias delas feitas fora do tempo apropriado.
Vamos a um exemplo:
Durante o desenvolvimento de um programa de desenvolvimento de um veículo, são gastas milhares de horas em estudos preliminares, layouts, detalhamento de desenhos e especificações de componentes, dezenas de fornecedores envolvidos para a obtenção de amostras de Engenharia, Modelamento Matemático, montagem de protótipos, testes de avaliação e de durabilidade, aquisição de dados, montagem de protótipos na linha de montagem, e chega o na hora H e...
Descobre-se que uma peça “carry-over” (peça utilizada no modelo anterior e que vai continuar a ser utilizada no novo modelo) 30 dias atrás teve um problema na ferramenta e durante uma madrugada foi dado “um jeitinho” para dar continuidade na produção.
Garantiu a continuidade da produção mas suas dimensões ficaram diferentes do especificado no desenho.
Resultado: o novíssimo “suporte da rebimboca autraliana” não dá montagem...
É o famoso “Job Stopper”, o terror dos que trabalham.
E uma excelente oportunidade para os que têm emprego, passarem a participar com uma ferrenha e súbita constância nas reuniões diárias das comissões de acompanhamento de lançamento.
O fórum (pessoas que participam das reuniões e das decisões) é mais elevado e a visibilidade é maior.
Daí começa a uma chuva de pérolas proferidas pelos que tem emprego, que os que trabalham têm que conter as gargalhadas por uma questão de respeito e de sobrevivência:
“Temos que manter o foco na solução do problema”.
(Eu pensava que a gente se reunia no final do expediente para fazer piquenique.)
“Temos que determinar a causa-raiz do problema. E chegar numa solução eficaz.”
(Será que o pessoal está se reunindo para o ensaio do coral da firma, se preparando para o Natal ?)
“Precisamos de um plano”
Esta é mortal:
Pode ser quecom um canivete suíço, uma goma de mascar usada, duas tampinhas de garrafa você vai conseguir retrabalhar 250 veículos no páteo e trocar os motores do limpador de pára-brisa num prazo de 2 horas...
Resultado: se der certo, o mérito é do elaborador do plano.
Se der errado, bem, sem dúvida deu errado por não ter sido executado por uma equipe “focada no cliente, que não tinha o treinamento adequado...”
“Porque isso não foi verificado antes?”
Pergunta corretíssima, mas feita com 24 meses de atraso.
Vamos fazer um parâmetro de comparação com o congresso nacional brasileiro:
Para formar uma Comissão de Inquérito em ano pré-eleitoral, se forma uma briga de foice no escuro pela Presidência e pela Relatoria da Comissão.
Porque???
Não por acaso, são as duas cadeiras no centro da mesa da comissão, para as quais todas as camaras de TV estarão voltadas por meses a fio.
Se for polêmica e der IBOPE, melhor ainda.
Os outros postos da comissão ?
Não são focalizados por estarem distantes do centro da mesa ou pior, estarão de costas para as camaras.
Exibição da imagem em rede nacional no horário nobre da TV e de graça.
Numa empresa, acontecem situações parecidas.
E por vezes constrangedoras.
Quando eu ainda estava no Centro de Pesquisas da Ford (atual prédio da UNIBAN em São Bernardo), ocorriam reuniões periódicas de revisão do projeto em que os engenheiros apresentavam o status de desenvolvimento de sistemas do veículo para o Engenheiro Chefe.
Como participava o Engenheiro Chefe (tinha o status de Diretor) a sala ficava tão lotada que os engenheiros e supervisores tinham que aguardar do lado de fora até a momento de sua apresentação.
Sala era apelido.
A "mesinha" tinha mais de 6 metros de comprimento.
Cadeiras por toda a volta da mesa e outras tantas cadeiras coladas na parede.
Não dava para abrigar a torcida do Corintians mas chegava perto.
Computador?
Só Mainframes.
Datashow. Também não tinha.
Então era fazer uma cópia em papel em escala 1:1 do layout do caminhão e com lápis de côr, destacar as peças a serem apresentadas.
A apresentação consistia na distribuição de cópias em papel do sumário do que ia ser apresentado.
Momentos depois de ler o sumário, o Engenheiro Chefe, o engenheiro e o supervisor de Engenharia se levantavam e se debruçavam sobre o desenho para discutir as propostas.
Uma montanha de gente se acotovelava atrás o grupo acima para ver alguma coisa e fazer a sua "contribuição".
Num certo momento, um funcionário bem graduado apontou para o layout e perguntou:
Será que a lama que as rodas dianteiras atira para trás não vai afetar esta peça.
O Engenheiro chefe, serenamente e sem levantar os olhos falou:
A frente do caminhão está lá no outra ponta da mesa,
Muitas vezes o silêncio vale ouro... (autor desconhecido mas que sabe das coisas).
Paradigma (do grego Parádeigma) é literalmente modelo, é a representação de um padrão a ser seguido. É um pressuposto filosófico, matriz, ou seja, uma teoria, um conhecimento que origina o estudo de um campo científico; uma realização científica com métodos e valores que são concebidos como modelo; uma referência inicial como base de modelo para estudos e pesquisas.
Na nossa infância, mesmo não tendo nenhuma noção de Grego, fomos bombardeados com inúmeros paradigmas.
Você pode não lembrar, mas fomos "educados" com várias "verdades absolutas" por nossos pais, avós e tias.
Não pode comer o cocô do cachorro.
Não mexe na tomada que vai tomar um choque.
Não pegue os bichinhos que estão no chão que pode queimar a sua mão.
A cada resposta a gente retrucava:
Porque??????
Se costuma dizer que nenhuma "verdade absoluta" ou paradigma muito dificílmente passe pelo teste dos "cinco porques".
Vamos pegar o exemplo de mexer na tomada elétrica:
Não mexa na tomada que você vai tomar um choque.
Porque??? (número 1)
A tomada tem corrente elétrica e se você tocar nela a corrente será conduzida pelo seu corpo até o chão.
Porque??? (número 2)
Quando existe um diferencial de voltagem e é fechado um circuito elétrico, a corrente vai sempre procurar o caminho mais fácil. Neste caso, quando você tocar a tomada, o seu corpo vai agir como um fio condutor.
Porque??? (número 3)
O corpo humano é contituido em sua grande maioria por água. E como tem bastante sais minerais, os nossos tecidos são altamente condutivos, como a água salgada.
Porque??? (número 4)
O corpo humano necessita de sais minerais para, ahnn, que dizer, acho que para manter a condutividade para que o nosso sistema neurológico possa transmistir os impulsos elétricos que são a forma das células nervosas se comunicar com o cérebro. Ou qualquer coisa assim...
Porque??? (número 5)
Opção a) O papai precisa sair agora para pagar uma conta. Depois a gente continua a conversa.
Opção b) Vai brincar lá fora. A mamãe precisa ligar agora para o médico.
Opção c) Porque você não pergunta para o vovô ? Ele é médico e pode dar uma explicação melhor.
Opção d) e universalmente mais comum:
PORQUE SIM....
Dependendo a idade do petiz e da paciência de quem está tentando dar a explicação, esta resposta pode vir logo depois da primeira pergunta.
A coisa mais comum, quando se entra numa firma, organização ou entidade, os novatos se deparam com relatórios, formulários e processos que, numa enorme frequência, também não passam pelo "teste dos 5 porques".
Como não dá para mandar o funcionário novo "ir brincar lá fora", muitas vezes a resposta vem curta e grossa:
"Sempre foi assim".
"Este processo é corporativo."
Eu não quero generalizar, mas no meu caso pelo menos, não me sinto bem ao ter que desempenhar uma atividade que eu não vejo no que a tarefa vai agregar valor ao produto oferecido ao cliente.
Acho que duas coisas são imutáveis na vida:
- A vida é finita. Todos vamos morrer um dia. Depende de São Pedro puxar a nossa "ficha" e aí a gente pisca o olho e quando abre já está nas portas do Céu.
- Não existem verdades absolutas. Paradigmas são feitos para serem quebrados.
Quer um exemplo:
A Terra é quadrada. Se a gente sair da Europa e navegar para o Oeste, a uma certa hora o mundo "acaba" e o barco vai cair num precipício.
No imaginário do pessoal a Idade Média, se o aventureiro da gravura aí em cima desce mais um passo, estaria caindo em um abismo até os nossos dias.
Se os paradigmas não fossem quebrados, muito provávelmente, eu não estaria escrevendo em um blog, nem você estaria lendo este post em uma tela de computador.
A evolução da raça humana se deve aos que quebram os paradigmas e não aos que os defendem incondicionalmente.
Se a gente quiser continuar se sentindo "vivo", tem que manter o espírito de querer novas respostas para velhas perguntas.
Tenham elas sido feitas na infância, no colégio, na pós-graduação ou mesmo na semana passada.
O conhecimento humano está evoluindo num ritmo alucinante.
Pois em breve, quem sabe, aquele gesto de cavalheirismo de abrir a porta do carro para as mulheres vai cair de desuso.
Será?
Veja o vídeo abaixo e da próxima vez que for dormir, encare os seu sonhos de uma forma diferente.
Estou na Automobilistica desde os tempos do L-111 da Scania, passei pelo lançamento do T-112.
Na Ford, pelo Corcel, Del Rey, Escort, Cargo, Linha F...
Já trabalhei com vários sistemas de um veículo.
Freios, suspensão, combustível, Chassis, parachoques e outras "coisinhas" de pêso e tamanho variados...
Já dei assessoria técnica para Diretoria Comercial, estudos especiais, atendimento a clientes especiais, representante de serviço, coordenador de lançamento e outras atividades "divertidas".
Até agora mais aprendi do que ensinei.
E como é impossível, exceto para Deus, saber tudo, sempre tem que se estar disposto a se preparar para o novo.
Numa montadora de automóveis nenhum dia é igual ao outro.
Você sabe como termina um dia, mas não tem nenhuma garantia de saber o que vai acontecer no próximo.
Talvez o que me dê mais prazer além de desenvolver produtos é formar gente, ver novos profissionais evoluirem como pessoas e como técnicos.
E ver veículos rodando nas ruas e saber que foi parte de sua história que renderam algumas "estórias" e "causos" para contar.